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O espaço geográfico na conformação de gênero numa escola: resultados preliminares
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Resumen
Introdução: Este trabalho advém do diálogo entre os primeiros resultados de uma pesquisa que busca desenvolver uma intervenção sobre a (des) construção de gênero e de identidade de gênero. Objetivo: compreender a dimensão sociocultural da identidade de gênero, não a partir do preceito biológico, numa escola pública de ensino fundamental, localizada na periferia de uma cidade na região Centro-Oeste do Brasil. Método: Nesta escola observamos os espaços escolares, como a sala de aula e o pátio, local onde as crianças entre 6 a 14 anos socializam suas experiências interpessoais. Resultados: Nestes espaços, percebemos que há uma organização que mantém uma estrutura que esquadrinha os lugares para meninos e os lugares para as meninas, exemplo disso, é a sala de aula, que é dividida de acordo com o gênero do aluno. Também observamos que no pátio, na hora do recreio, há uma divisão dos alunos de acordo com as brincadeiras, os meninos brincam mais com a bola, a corda, e o pega-pega, já as meninas ficam mais em rodas, conversando ou brincando com brinquedos menores. Novamente, neste espaço de socialização, percebemos que a relação entre as crianças ocorre a partir dos seus gêneros, além disso, raramente há uma interação entre meninos e meninas. Conclusões: Estas observações nos levam a concluir preliminarmente, que a forma como nossa sociedade opõe, hierarquiza e naturaliza as diferenças, reduzindo-as às características físicas, vistas como naturais e, por isso, imutáveis.
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