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Introdução: A violência por parceiro íntimo (VPI) é um grave problema de saúde pública, com elevadas repercussões na saúde. Recentemente tem sido objeto de investigação e intervenção entre jovens. A WHO recomenda o desenvolvimento de estratégias para a prevenção primária em fases precoces da vida, pois é na adolescência que se iniciam as primeiras relações de intimidade.
Objetivos: Identificar os conhecimentos e as estratégias de resolução de conflitos nas relações de intimidade entre adolescentes e analisar a relação entre a utilização de estratégias abusivas, com a idade, sexo e nível de conhecimentos sobre VRI.
Metodologia: Estudo observacional correlacional. Participaram 152 estudantes portugueses do 9º ano de escolaridade, maioritariamente do sexo masculino (63,2%) com uma média de idades de 14,9 ± 1,1 anos. Aplicado um questionário para caraterização sociodemográfica, CVRI-S e a CADRI.
Resultados: Os adolescentes referem comportamentos de vitimização e perpetração com frequências similares entre os sexos. Os mais velhos e os do sexo masculino relatam mais frequentemente estratégias de resolução de conflitos abusivos como vítimas (p<0,01) e como perpetradores (p<0,01). Os adolescentes com mais conhecimentos sobre VRI têm menor frequência de comportamentos de vitimização (p<0,05) e perpetração (p<0,05).
Conclusão: Atendendo à prevalência do fenómeno e sabendo que é preditora da violência doméstica deve-se dar ênfase a intervenções da prevenção primária da VPI, salientando-se as diferenças de género, idade, conhecimentos e estratégias. Sendo a violência um foco de atenção sensível a cuidados de enfermagem, os enfermeiros devem dar prioridade a intervenções neste domínio