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Práticas seguras envolvendo medicações injetáveis incluem medidas que otimizam a segurança tanto do paciente quanto do profissional de saúde, contemplando técnicas assépticas para a manipulação, preparo e armazenamento dos medicamentos. Partindo disto, objetivou-se identificar fatores relacionados à essa prática realizada por profissionais da enfermagem do estado de São Paulo (Brasil), a partir de estudo descritivo com 1296 profissionais que referiram a frequência que realizam diferentes práticas relacionadas ao preparo e administração de medicamentos. Os dados foram coletados entre setembro de 2017 e março de 2018, codificados, armazenados e encontram-se em análise estatística. As principais áreas de trabalho foram a hospitalar (57,4%) seguida da Atenção Primária à Saúde (15,8%). Dentre os achados que demandam atenção, por não estarem em concordância com as medidas preconizadas, estão a referência a baixa adesão a higienização das mãos antes da administração medicamentosa (71,2% para água e sabonete) e (65% solução alcoólica); baixo uso de luvas (80,4%) para administração de medicamentos endovenosa e reutilização de materiais descartáveis referida por 32,3% dos participantes. Salientando-se que o cenário se assemelha ao encontrado em outras cidades brasileiras e países pelo mundo. Observa-se que práticas consideradas inadequadas e inseguras contrapõem-se aos princípios de biossegurança, fazendo-se necessária a elaboração de estratégias que possam otimizar a adesão às boas práticas de medicações injetáveis.